Especializada em AI Visibility e GEO (Generative Engine Optimization), a First Answer captou R$ 650 mil em rodada pré-seed com investidores-anjo e fundos como a Bossanova, via programa Inova Startups do Sebrae SC. O dinheiro vai para expansão internacional, tecnologia e aquisição de clientes.
A First Answer, startup brasileira que monitora e otimiza a forma como marcas aparecem nas respostas de inteligências artificiais como ChatGPT, Gemini e Perplexity, levantou R$ 650 mil em uma rodada pré-seed. Participaram investidores-anjo e fundos como a Bossanova, por meio do programa Inova Startups do Sebrae SC.
Segundo a empresa, a rodada foi ampliada porque investidores que já acompanhavam o negócio decidiram aumentar seus aportes, em um momento de aceleração da operação.
Crescimento e clientes
Fundada em junho de 2025, a First Answer registra crescimento de aproximadamente 86% desde abril. A startup já tem clientes no Brasil, nos Estados Unidos, no Canadá, no Reino Unido e na Argentina.
Entre as marcas atendidas estão ClickBus, Afya, Ferrero, Avenue, Legalcloud e Jurídico AI. Nos últimos meses, a empresa ampliou o time, conquistou novos clientes e consolidou cases sobre a presença de marcas nas respostas de ferramentas de IA.
Um dos resultados citados é o trabalho com a Afya, que teve crescimento de 220,4% na visibilidade da marca em respostas geradas por inteligência artificial. Com isso, a empresa passou a ocupar a segunda posição entre as marcas mais citadas por IAs generativas no grupo de concorrentes analisado no segmento de educação médica.
A First Answer também participou de eventos como o Startup Summit e o Black Friday Talks, realizado pelo Grupo Stefanini.
Mudança no comportamento de busca
A aposta da startup se apoia na mudança da forma como os consumidores procuram informações. A empresa cita pesquisa da Gartner segundo a qual 51% dos consumidores afirmam ter mudado seus hábitos de pesquisa por causa da IA generativa. Entre eles, 71% passaram a formular as consultas de outra maneira, inclusive com termos mais específicos.
Para Johanna Goulart, CEO e fundadora da First Answer, já não basta ser encontrado nos mecanismos tradicionais de busca. "É preciso entender como são apresentadas, citadas e recomendadas pelas inteligências artificiais", afirma.
Destino dos recursos
O capital será usado para ampliar a presença internacional, acelerar o desenvolvimento da tecnologia e reforçar os investimentos em marketing e aquisição de clientes.
Parte do dinheiro vai para novas funcionalidades e para estudos sobre os critérios que as IAs usam para recomendar e apresentar marcas aos usuários. Segundo Johanna, a ideia é transformar esse conhecimento em soluções que ajudem empresas a ganhar relevância e visibilidade nesse novo ambiente.
Fonte original: First Answer (comunicado à imprensa)



